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Novo projeto do Estrela quer crescer sem perder a Reboleira e manter ponte aberta com o Bayern

Johannes Mösmang assume a presidência da SAD após a compra de 90% do capital por um consórcio que integra Müller, Hummels, Sommer e Lucas Hernández.

Johannes Mösmang apresentou as primeiras linhas do novo projeto acionista do Estrela da Amadora com duas ideias que pretende tornar compatíveis: internacionalizar e desenvolver a estrutura profissional do clube sem romper a ligação à Reboleira e à identidade construída pelos adeptos.

O alemão, de 35 anos, sucede a Paulo Lopo na presidência da SAD depois de um consórcio internacional adquirir 90 por cento do capital da sociedade.

O grupo reúne investidores das áreas do desporto, investimento e tecnologia e inclui vários nomes conhecidos do futebol europeu: Thomas Müller, Mats Hummels, Yann Sommer e Lucas Hernández.

Mösmang chega com uma ligação particularmente forte ao Bayern Munique, onde trabalhou durante cerca de uma década na estrutura do futebol profissional. Essa experiência já começa a refletir-se no Estrela.

Lovro Zvonarek, médio croata ligado contratualmente ao Bayern, chegou à Reboleira neste mercado e o novo presidente admite que o intercâmbio entre os dois clubes poderá continuar.

A escolha do Estrela não resulta apenas dessa rede internacional. Mösmang identifica no futebol português um campeonato competitivo, com capacidade comprovada para desenvolver e exportar jovens jogadores e com condições favoráveis para integrar talento estrangeiro.

O investimento deverá atingir também as infraestruturas. A nova administração pretende criar condições para um crescimento sustentado do clube, tanto no plano desportivo como organizacional.

Há, contudo, uma preocupação que o presidente repetiu na apresentação: o projeto não pretende apropriar-se da identidade do Estrela. A tradição, a cultura e a ligação da Amadora ao clube foram apresentadas como razões para o investimento e não como elementos a substituir.

A frase escolhida por Mösmang resume essa fronteira: o Estrela não pertence aos investidores, pertence aos adeptos.

O novo capital chega da Alemanha e de outros mercados internacionais. O desafio será fazer com que esse dinheiro e essas relações produzam crescimento sem transformar aquilo que tornou o clube interessante para quem decidiu comprá-lo.