Nico González respondeu dentro e fora do campo às notícias que continuam a colocá-lo longe da Juventus. O argentino saiu do banco para abrir o marcador no triunfo por 2-0 sobre o Parma e, horas depois, utilizou as redes sociais para negar que esteja atualmente a pressionar o clube para regressar ao Atlético de Madrid.
«Estou farto. Quando é que eu disse que queria sair? Saiu da minha boca?», escreveu, acrescentando que quem não gosta dele terá simplesmente de «aturá-lo».
A reação exige, contudo, contexto.
Nico passou a última temporada cedido ao Atlético e existiu durante este mercado vontade e negociação para prolongar a ligação a Madrid. O clube espanhol não acionou a cláusula prevista e tentou depois encontrar condições económicas inferiores às exigidas pela Juventus.
O regresso a Turim alterou gradualmente o cenário.
Luciano Spalletti recebeu o jogador no grupo, valorizou o profissionalismo demonstrado nos treinos e deixou uma posição clara: a Juventus não pretende oferecer qualquer desconto apenas porque houve interesse anterior numa saída.
O jogo com o Parma reforçou essa posição.
Nico entrou aos 57 minutos e marcou pouco depois o primeiro golo de uma partida que permanecia bloqueada, antes de Koopmeiners estabelecer o 2-0 perto do final.
O Atlético continua atento, mas uma nova operação tornou-se mais difícil depois da resposta competitiva do argentino e da valorização pública feita pelo treinador.
É também importante distinguir duas fases.
Nico pode ter desejado regressar ao Atlético no início do mercado sem que isso signifique que continue hoje a exigir a saída da Juventus.
Foi precisamente contra essa leitura permanente que reagiu.
O mercado ainda está aberto.
Mas o jogador deixou uma mensagem suficientemente clara: se ninguém pagar aquilo que a Juventus exige, não encara a permanência como um castigo.















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