Diego Rodrigues nasceu no concelho de Guimarães, passou vários anos na formação do Vitória e foi precisamente ele quem decidiu o último dérbi minhoto com a camisola do SC Braga.
A geografia dificilmente poderia produzir uma história mais adequada à rivalidade.
Natural das Taipas, Diego começou a jogar no clube da terra aos sete anos e passou depois pelo Vitória antes de atravessar a fronteira competitiva do Minho e chegar à formação bracarense em 2020/21.
No último domingo, regressou ao centro dessa rivalidade já como jogador da equipa principal.
Entrou aos 72 minutos.
Aos 79 recebeu de Gabriel Silva, avançou pela meia esquerda e rematou com o pé canhoto para o único golo do encontro.
Foi o primeiro triunfo do Braga nesta edição da Liga.
A ação confirmou também uma evolução que começou muito antes daquela noite.
Diego estreou-se no principal escalão em janeiro de 2025, na Luz, quando foi lançado ao intervalo frente ao Benfica.
Terminou essa temporada com 11 jogos e duas assistências e passou progressivamente a fazer parte das soluções regulares da equipa principal.
Aos 21 anos, continua a identificar referências de perfil muito diferentes.
Cristiano Ronaldo pela mentalidade, Toni Kroos pela capacidade de organizar e Kevin De Bruyne pela forma como junta criação e chegada ao golo.
O remate do dérbi aproximou-se precisamente dessa última dimensão.
O Braga procurou durante quase 80 minutos uma forma de atravessar a organização do Vitória.
Encontrou-a num jogador que conhecia aquela camisola adversária desde criança.
Diego nasceu em Guimarães.
No domingo, foi Braga.















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