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Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

Mora chega a Roma e venda coloca formação do FC Porto num novo máximo

Dragões recebem 25 milhões de euros por metade do passe e a estrutura do acordo assegura um negócio de pelo menos 50 milhões, mais dois milhões possíveis por objetivos.

Rodrigo Mora já está em Roma para iniciar uma nova etapa da carreira, depois de se despedir do FC Porto no Olival e viajar para a capital italiana. O médio de 19 anos chegou ao destino durante a tarde, realizou os procedimentos prévios à formalização do contrato e prepara-se para ficar ligado à Roma durante cinco temporadas.

O negócio começa com o pagamento de 25 milhões de euros por 50 por cento dos direitos económicos do jogador. Sobre a metade restante foram estabelecidos mecanismos recíprocos de compra e venda por outros 25 milhões, estrutura que garante ao FC Porto um valor global mínimo de 50 milhões de euros. Existem ainda dois milhões associados ao cumprimento de objetivos.

A operação coloca Mora entre as maiores vendas da história portista. Pelo valor mínimo previsto, iguala o patamar alcançado por Éder Militão e Galeno e supera Luis Díaz. Apenas Otávio e Nico González, ambos transferidos por 60 milhões de euros, movimentaram valores superiores.

Há uma dimensão ainda mais significativa para o clube: Mora torna-se a maior venda de sempre de um jogador formado no FC Porto, ultrapassando os 41,5 milhões de euros pagos pelo Paris Saint-Germain por Vitinha em 2022.

A despedida começou durante a manhã no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa. Mora apresentou-se no Olival, mas já não participou no treino orientado por Francesco Farioli. A passagem serviu essencialmente para se despedir dos companheiros, equipa técnica e restantes elementos da estrutura antes da viagem para Itália.

Sai depois de um crescimento particularmente rápido dentro do clube. Estreou-se muito jovem no futebol profissional, chegou à equipa principal ainda adolescente e transformou-se num dos ativos mais valiosos da formação portista.

A venda tem também consequências imediatas na construção do plantel. Depois de vários meses sem realizar um encaixe desta dimensão, a SAD ganha margem financeira para atacar a fase final do mercado e responder a algumas das necessidades identificadas por Farioli.

Mora deixa, assim, o FC Porto numa operação que vale simultaneamente pelo dinheiro que entra e pelo símbolo que representa: um jogador desenvolvido no Olival tornou-se num dos maiores negócios da história do clube.