Rodrigo Mora já está em Roma para iniciar uma nova etapa da carreira, depois de se despedir do FC Porto no Olival e viajar para a capital italiana. O médio de 19 anos chegou ao destino durante a tarde, realizou os procedimentos prévios à formalização do contrato e prepara-se para ficar ligado à Roma durante cinco temporadas.
O negócio começa com o pagamento de 25 milhões de euros por 50 por cento dos direitos económicos do jogador. Sobre a metade restante foram estabelecidos mecanismos recíprocos de compra e venda por outros 25 milhões, estrutura que garante ao FC Porto um valor global mínimo de 50 milhões de euros. Existem ainda dois milhões associados ao cumprimento de objetivos.
A operação coloca Mora entre as maiores vendas da história portista. Pelo valor mínimo previsto, iguala o patamar alcançado por Éder Militão e Galeno e supera Luis Díaz. Apenas Otávio e Nico González, ambos transferidos por 60 milhões de euros, movimentaram valores superiores.
Há uma dimensão ainda mais significativa para o clube: Mora torna-se a maior venda de sempre de um jogador formado no FC Porto, ultrapassando os 41,5 milhões de euros pagos pelo Paris Saint-Germain por Vitinha em 2022.
A despedida começou durante a manhã no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa. Mora apresentou-se no Olival, mas já não participou no treino orientado por Francesco Farioli. A passagem serviu essencialmente para se despedir dos companheiros, equipa técnica e restantes elementos da estrutura antes da viagem para Itália.
Sai depois de um crescimento particularmente rápido dentro do clube. Estreou-se muito jovem no futebol profissional, chegou à equipa principal ainda adolescente e transformou-se num dos ativos mais valiosos da formação portista.
A venda tem também consequências imediatas na construção do plantel. Depois de vários meses sem realizar um encaixe desta dimensão, a SAD ganha margem financeira para atacar a fase final do mercado e responder a algumas das necessidades identificadas por Farioli.
Mora deixa, assim, o FC Porto numa operação que vale simultaneamente pelo dinheiro que entra e pelo símbolo que representa: um jogador desenvolvido no Olival tornou-se num dos maiores negócios da história do clube.















