Luka Modric ainda não terminou a história com a seleção croata. O médio, que completa 41 anos na próxima quarta-feira, confirmou que continuará disponível para os próximos compromissos internacionais e prolonga uma ligação iniciada há mais de duas décadas.
A decisão afasta, para já, a possibilidade de o Mundial de 2026 ter sido o último capítulo pela Croácia.
Modric estará novamente às ordens da seleção na Liga das Nações, num calendário que inclui confrontos com Chéquia, Espanha e Inglaterra.
A continuidade ganha um significado adicional pela mudança no banco.
Slaven Bilic regressou ao comando da Croácia e volta a trabalhar com um jogador que acompanhou numa fase muito diferente da carreira.
Modric estreou-se pela seleção principal em março de 2006.
Bilic assumiu a equipa poucos meses depois e orientou o médio até 2012, quando este ainda construía o estatuto que acabaria por transformar numa das carreiras mais importantes da história do futebol croata.
Catorze anos depois, voltam a encontrar-se.
O selecionador não escondeu a satisfação com a decisão do capitão e destacou aquilo que Modric continua a oferecer dentro e fora do campo.
Há também um número que explica a dimensão da permanência.
202 internacionalizações.
Modric atravessou diferentes gerações e esteve no centro dos dois maiores percursos da Croácia em Campeonatos do Mundo.
Em 2018 levou a equipa à final na Rússia e terminou o torneio distinguido individualmente antes de conquistar a Bola de Ouro nesse mesmo ano.
Quatro anos depois, no Qatar, voltou a ajudar a Croácia a chegar ao pódio.
A passagem do tempo foi alterando a função, os minutos e a gestão física.
Não alterou ainda a disponibilidade.
Modric continua também a competir ao mais alto nível nos clubes, agora no Milan, e não considera que a chegada aos 41 anos obrigue automaticamente a escolher entre uma realidade e outra.
A Croácia começa uma nova etapa.
O capitão continua nela.
A despedida chegará.
Só não será agora.















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