O Marítimo recuperou de uma desvantagem de dois golos e empatou 2-2 na receção ao Académico de Viseu, num encontro em que os viseenses foram superiores durante grande parte da primeira metade, mas acabaram por não resistir à reação madeirense depois do intervalo.
A equipa de Mitchell van der Gaag entrou com vontade de assumir o jogo, pressionando alto e procurando acelerar desde os primeiros minutos. Romain Correia ameaçou de cabeça na sequência de um canto, mas o Académico respondeu rapidamente e começou a encontrar espaço nas costas da pressão maritimista.
Aos 10 minutos, André Clóvis obrigou Alfonso Pastor a uma intervenção exigente. Pouco depois, André Ceitil tentou surpreender o guarda-redes espanhol com um remate efetuado de muito longe, num período em que a equipa de Bruno Pinheiro começava a controlar melhor o meio-campo.
O primeiro golo surgiu aos 25 minutos. Anthony Correia executou um lançamento longo para a área, a defesa do Marítimo não conseguiu resolver o lance e Clóvis apareceu para finalizar, apesar do toque de Alfonso Pastor.
A vantagem deu maior segurança ao Académico. Kahraman e Messeguem ganharam influência no centro do terreno, enquanto o Marítimo, apesar de continuar a ter períodos de posse, encontrava dificuldades para desmontar uma equipa viseense compacta e preparada para sair em transição.
Já nos descontos da primeira parte, Rafael Fernandes falhou um atraso de cabeça e deixou Messeguem em posição privilegiada perante Alfonso Pastor. O médio aproveitou o erro e fez o 0-2.
O Académico regressou do intervalo ainda perigoso e chegou novamente a colocar a bola na baliza, mas o lance foi invalidado por fora de jogo.
O Marítimo começou então a assumir mais riscos. Martín Tejón deu um primeiro sinal com um remate ao lado e Van der Gaag adiantou as linhas, procurando instalar definitivamente a equipa no meio-campo adversário.
O Académico ainda ameaçou aproveitar o espaço deixado pelos madeirenses, mas foi o Marítimo quem marcou.
Aos 70 minutos, depois de um lançamento lateral e de vários ressaltos junto da área viseense, Paulo Henrique insistiu no lance e encontrou espaço para reduzir para 1-2.
O golo mudou o ambiente do encontro. Os Barreiros aumentaram a pressão sobre o adversário e o Marítimo ganhou confiança, enquanto o Académico começou a ter maiores dificuldades para afastar o jogo da sua área.
A recuperação ficou completa perto do final. Butzke foi derrubado dentro da área e o árbitro Luís Filipe assinalou grande penalidade. O próprio avançado espanhol assumiu a cobrança e fez o 2-2.
O Marítimo ainda procurou completar a reviravolta nos minutos restantes, mas o resultado já não se alterou.
A igualdade acabou por refletir dois períodos muito distintos. O Académico foi mais eficaz e organizado na primeira parte, aproveitando os problemas defensivos da equipa da casa para construir uma vantagem de dois golos. O Marítimo respondeu depois do intervalo com linhas mais altas, maior agressividade ofensiva e uma insistência que acabou recompensada.
Butzke teve influência decisiva no desfecho, ao conquistar e converter a grande penalidade do empate, enquanto Paulo Henrique marcou o golo que devolveu o Marítimo ao jogo.
Na arbitragem, o principal lance da segunda parte foi o golo invalidado ao Académico por fora de jogo. Já perto do final, Luís Filipe considerou faltosa a intervenção sobre Butzke dentro da área e assinalou a grande penalidade da qual resultou o 2-2.















