Marco Silva não vê os 17 milhões de euros investidos em Kaminski como argumento para lhe reservar minutos no Benfica. O extremo polaco perdeu espaço nas últimas semanas e o treinador respondeu às dúvidas através de uma comparação deliberada: Lukebakio e Richard Ríos também custaram valores elevados e nem por isso estão protegidos da concorrência.
A questão surgiu depois de Kaminski ter ficado sem utilização em três dos últimos cinco encontros e somado menos de 20 minutos nos outros dois.
Marco Silva rejeitou a ideia de que o processo de adaptação deva ser avaliado através do preço da transferência.
«Quanto custou o Lukebakio? 20 milhões. Quantos minutos jogou nos últimos três jogos?», perguntou, antes de aplicar o mesmo raciocínio a Richard Ríos.
A explicação é essencialmente competitiva.
Kaminski começou por jogar, mas Gianluca Prestianni ganhou protagonismo na mesma zona e tem produzido rendimento suficiente para conservar o lugar. Marco Silva usou até a ironia para evidenciar aquilo que considera uma contradição na pergunta: retirar um jogador em bom momento apenas porque o substituto custou 17 milhões seria inverter a lógica pela qual pretende gerir o plantel.
A posição enquadra-se numa ideia mais ampla apresentada pelo treinador durante a mesma conferência.
O Benfica construiu um plantel com investimento elevado e várias soluções para as mesmas posições, mas Marco Silva não pretende cristalizar um onze através da reputação, custo ou estatuto dos jogadores.
Kaminski não está afastado nem existe indicação de um problema disciplinar.
Existe um jogador que começou por ser utilizado e outro que, entretanto, convenceu mais.
O investimento cria expectativa fora do balneário.
Marco Silva quer que, dentro dele, crie apenas concorrência.















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