Marco Silva não pretende que o valor pago por cada reforço determine a hierarquia no Benfica. Questionado sobre a reduzida utilização de Kaminski, o treinador respondeu com os exemplos de Lukebakio e Richard Ríos para defender um princípio simples: joga quem, em cada momento, oferece melhores condições para a equipa.
A explicação surgiu na antevisão da receção ao Estoril, marcada para segunda-feira, e ganhou força precisamente pela comparação escolhida pelo técnico.
«Quanto custou o Lukebakio? 20 milhões? Quantos minutos jogou nos últimos três jogos? O Ríos, quanto custou? Quantos minutos jogou nos últimos jogos?», questionou Marco Silva.
Kaminski começou a época com utilização, mas perdeu espaço numa zona onde Gianluca Prestianni tem apresentado rendimento elevado. O treinador recusou transformar essa mudança numa avaliação definitiva do extremo polaco e colocou-a antes na lógica diária da concorrência.
A mensagem é relevante num plantel profundamente reforçado durante o verão: investimento não significa lugar reservado.
Marco Silva foi até irónico quando confrontado com a possibilidade de devolver Kaminski ao onze. «Se calhar estão à espera que eu tire o Prestianni para meter o Kaminski», afirmou, sublinhando depois que continuará a escolher a equipa que considerar mais adequada para cada encontro.
A mesma conferência permitiu também olhar para outra dimensão da temporada benfiquista.
O Benfica já conhece os oito adversários na fase de liga da Liga Europa: Milan, AZ Alkmaar, Celtic, Lech Poznan, OFI Creta, Viktoria Plzen, Omonia e NEC.
Entre todos, Marco Silva reconheceu que o Milan se destaca naturalmente pelo historial e pela dimensão, mas recusou construir uma hierarquia emocional entre os jogos.
«Queremos estar na próxima fase», definiu.
O objetivo passa por acumular pontos suficientes para continuar na competição depois das oito jornadas, independentemente do nome colocado do outro lado.
O Milan constitui o adversário de maior projeção e será também o primeiro, em San Siro, mas Marco Silva quer que a abordagem europeia reproduza a mesma lógica utilizada para gerir o plantel: decidir em função daquilo que cada momento exige e não da dimensão atribuída previamente aos protagonistas.















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