Jakub Kaminski chegou ao Benfica como um reforço de 17 milhões de euros e iniciou a época dentro das opções de Marco Silva, mas a redução progressiva da utilização já provoca discussão na Polónia, onde o extremo continua a ser visto como uma peça importante da seleção.
A questão principal não é apenas quantos minutos joga.
É por que razão deixou de os jogar.
Uma leitura feita por um treinador polaco que trabalha em Portugal identifica uma possível diferença entre as características que tornaram Kaminski eficaz anteriormente e aquilo que o Benfica pede regularmente aos seus extremos.
O internacional polaco é particularmente forte quando pode atacar espaço, acelerar transições e aproveitar metros nas costas da defesa.
O Benfica encontra muitas vezes outro cenário.
Adversários baixos, pouco espaço para correr e necessidade de eliminar jogadores através do drible curto e da combinação em zonas congestionadas.
É aí que a adaptação ainda está por concluir.
Marco Silva já tinha explicado publicamente a situação sem associá-la a qualquer problema com o jogador.
Kaminski precisa de ganhar o lugar aos concorrentes.
Prestianni aproveitou as oportunidades, Schjelderup regressou às opções e outras soluções aumentaram uma concorrência já elevada para apenas duas posições nos corredores.
O polaco teve impacto em momentos da pré-época e participou também na campanha europeia, mas não conseguiu transformar a utilização inicial numa posição estável no onze.
A análise crítica feita na Polónia classifica o início como abaixo das expectativas.
Continua a ser uma opinião externa.
A hierarquia, essa, é factual.
Kaminski começou mais perto do onze do que está agora.
A temporada dirá se essa distância resulta de uma incompatibilidade de perfil ou apenas do tempo necessário para adaptar as suas melhores características a uma equipa que joga de forma diferente.















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