Jornada.pt
PesquisarEntrar

Jornadas

Navegação principal da época 2026/27.

Kaminski caiu na hierarquia e na Polónia já se discute se o perfil encaixa no jogo do Benfica

Extremo chegou por €17 milhões, começou a época com utilização e perdeu espaço para Prestianni, Schjelderup e outras soluções. Leitura crítica aponta diferenças entre atacar espaço e jogar contra blocos baixos.

Jakub Kaminski chegou ao Benfica como um reforço de 17 milhões de euros e iniciou a época dentro das opções de Marco Silva, mas a redução progressiva da utilização já provoca discussão na Polónia, onde o extremo continua a ser visto como uma peça importante da seleção.

A questão principal não é apenas quantos minutos joga.

É por que razão deixou de os jogar.

Uma leitura feita por um treinador polaco que trabalha em Portugal identifica uma possível diferença entre as características que tornaram Kaminski eficaz anteriormente e aquilo que o Benfica pede regularmente aos seus extremos.

O internacional polaco é particularmente forte quando pode atacar espaço, acelerar transições e aproveitar metros nas costas da defesa.

O Benfica encontra muitas vezes outro cenário.

Adversários baixos, pouco espaço para correr e necessidade de eliminar jogadores através do drible curto e da combinação em zonas congestionadas.

É aí que a adaptação ainda está por concluir.

Marco Silva já tinha explicado publicamente a situação sem associá-la a qualquer problema com o jogador.

Kaminski precisa de ganhar o lugar aos concorrentes.

Prestianni aproveitou as oportunidades, Schjelderup regressou às opções e outras soluções aumentaram uma concorrência já elevada para apenas duas posições nos corredores.

O polaco teve impacto em momentos da pré-época e participou também na campanha europeia, mas não conseguiu transformar a utilização inicial numa posição estável no onze.

A análise crítica feita na Polónia classifica o início como abaixo das expectativas.

Continua a ser uma opinião externa.

A hierarquia, essa, é factual.

Kaminski começou mais perto do onze do que está agora.

A temporada dirá se essa distância resulta de uma incompatibilidade de perfil ou apenas do tempo necessário para adaptar as suas melhores características a uma equipa que joga de forma diferente.