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Hamilton encontrou um F40 esquecido há três décadas e levou-o a Maranello para o recuperar

Heptacampeão cumpriu o sonho de infância depois de ter vendido a antiga coleção de automóveis. Ferrari passou semanas a restaurar um dos modelos mais emblemáticos da história da marca.

Lewis Hamilton voltou a ter um automóvel na garagem depois de ter decidido desfazer-se da coleção que acumulou ao longo da carreira. A exceção dificilmente poderia ser mais simbólica: um Ferrari F40 encontrado coberto de pó depois de permanecer mais de três décadas parado.

O britânico descreve-o como o carro dos seus sonhos desde a infância.

A ligação ao modelo é anterior à própria entrada na Ferrari. Quando chegou a Maranello como piloto da equipa, fez questão de ter um F40 consigo no primeiro dia, precisamente pela importância pessoal que sempre atribuiu ao automóvel.

A oportunidade de comprar o seu próprio exemplar apareceu depois.

Hamilton encontrou um carro que permanecera imobilizado numa garagem durante mais de 30 anos e decidiu não procurar uma unidade já restaurada.

Levou aquele exemplar para Maranello.

Engenheiros e mecânicos da Ferrari passaram várias semanas a trabalhar no automóvel para o devolver às condições de funcionamento, num processo que o piloto foi agora mostrando através de imagens.

A escolha tem também peso histórico.

Apresentado em 1987 para celebrar os 40 anos da Ferrari, o F40 tornou-se uma das referências absolutas da marca e foi o último automóvel de estrada desenvolvido durante a vida de Enzo Ferrari, que morreu no ano seguinte.

É também o carro que Hamilton sempre admitiu preservaria mesmo depois de mudar a relação pessoal com os automóveis.

Em 2025, o piloto revelou ter vendido a coleção e explicou que passara a olhar para os carros sobretudo como peças de arte.

Quando lhe perguntaram qual seria a exceção, respondeu precisamente F40.

Um ano depois, encontrou-a.

Coberta de pó.