Internacional e Grémio empataram 0-0 no Beira-Rio e deixaram completamente aberta a luta por um lugar nas meias-finais da Taça do Brasil. O clássico teve intensidade, muitas interrupções e pouca qualidade ofensiva, num encontro marcado por 43 faltas.
Para Luís Castro, o resultado prolonga uma sequência de três partidas sem vencer. O treinador português, porém, mantém o discurso centrado no trabalho e procura afastar a discussão sobre resultados imediatos numa fase ainda inicial da sua passagem pelo Grémio.
O jogo revelou desde cedo maior capacidade para disputar do que para construir. Nenhum dos guarda-redes precisou de realizar uma defesa durante a primeira parte, reflexo de uma sucessão de passes falhados, contactos físicos e discussões entre jogadores.
O momento mais controverso aconteceu ainda antes do intervalo. Carlos Vinícius, já advertido, envolveu-se num lance com Bruno Gomes que levou os jogadores do Internacional a pedir a expulsão do avançado. O árbitro manteve o cartão no bolso e o VAR não alterou a decisão.
O nulo acabou por beneficiar sobretudo a expectativa da segunda mão. Sem regra de golos fora, qualquer vitória dará o apuramento e um novo empate levará a decisão para os penáltis.
Antes do reencontro, as duas equipas regressam ao Brasileirão. O Internacional desloca-se a Salvador para defrontar o Bahia, enquanto o Grémio recebe a Chapecoense.
Luís Castro chega assim ao jogo decisivo sem vantagem, mas também sem desvantagem. Depois de um clássico em que quase tudo aconteceu longe das balizas, a eliminatória terá de ser resolvida em casa do Grémio.















