Santiago Giménez recebeu mais um sinal de que o futuro dificilmente passará pelo Milan: o avançado mexicano ficou fora da numeração oficial apresentada pelo clube para 2026/27 e continua a trabalhar à margem do grupo enquanto espera pelo desfecho das negociações com o FC Porto.
A exclusão não resolve a diferença financeira entre os clubes, mas reforça a necessidade italiana de encontrar uma solução para um jogador que não entra nas opções técnicas.
O FC Porto apresentou uma proposta de empréstimo sem custo inicial e com uma opção de compra na ordem dos 15 milhões de euros. O Milan recusou e pretende condições mais vantajosas, incluindo uma componente financeira pelo empréstimo e maior segurança relativamente à transferência definitiva. A imprensa italiana continua a apontar uma distância entre os 15 milhões considerados pelos dragões e uma operação que os rossoneri gostariam de aproximar dos 20 milhões com obrigação de compra.
A negociação continua, em grande parte, porque as três partes têm razões para procurar um entendimento.
O Milan quer libertar um jogador fora dos planos. O FC Porto procura mais um ponta de lança enquanto Samu recupera. E Giménez vê com bons olhos a possibilidade de mudar-se para o Dragão, posição já tornada pública pelo próprio pai.
Há, contudo, uma questão inevitável numa contratação deste perfil: o histórico físico recente.
Desde a chegada a Milão, Giménez acumulou longos períodos de indisponibilidade. A análise dos problemas sofridos introduz, porém, uma distinção importante. Uma parte significativa resultou de traumatismos e não de sucessivas lesões musculares que permitissem concluir automaticamente pela existência de uma fragilidade crónica.
A paragem mais longa esteve relacionada com uma forte contusão no tornozelo, que obrigou a intervenção cirúrgica. O mexicano conseguiu, ainda assim, recuperar a tempo de participar em cinco dos seis jogos realizados pela seleção no Mundial de 2026.
Esse enquadramento terá peso na avaliação médica e financeira feita pelo FC Porto. Um jogador com o rendimento que Giménez apresentou antes da passagem pelo Milan estaria provavelmente fora do alcance habitual dos dragões; um jogador que chega depois de uma época tão perturbada comporta um risco que a SAD procura refletir na estrutura do negócio.
É precisamente aí que permanece a divergência.
O FC Porto pretende que a compra definitiva dependa daquilo que o avançado consiga demonstrar. O Milan quer reduzir essa incerteza e garantir desde já melhores condições para a saída.
Giménez, entretanto, ficou sem número e sem espaço no plantel.
A pressão negocial aumenta a cada dia. Não porque o acordo esteja feito, mas porque a situação atual não serve verdadeiramente nenhuma das partes.















