A Federação Portuguesa de Futebol considera que a gravidez de Diana Silva pode representar mais do que uma alteração temporária na carreira de uma internacional portuguesa. Para a FPF, a forma como a jogadora e o Benfica estão a gerir o processo transmite uma mensagem de normalização da maternidade dentro do futebol de alto rendimento.
Diana, de 31 anos, anunciou esta semana às companheiras que está grávida. A avançada explicou também por que razão continuava a trabalhar separadamente do grupo numa fase em que recuperava de uma lesão no tendão de Aquiles.
O Benfica disponibilizou desde o início acompanhamento através das diferentes áreas clínicas e de rendimento. A jogadora continuará a treinar enquanto existir autorização médica, com um programa ajustado à evolução da gravidez.
A FPF juntou-se agora formalmente a esse apoio. Diana soma 125 internacionalizações pela seleção principal e a Federação garante que continuará disponível durante todo o processo, seja para acompanhamento, enquadramento ou outras necessidades.
A mensagem mais relevante está, porém, na forma como o organismo pretende enquadrar o caso. A gravidez não deve colocar em causa a relação da atleta com a Seleção nem ser tratada como incompatível com a continuidade de uma carreira de alto nível.
A proteção das futebolistas grávidas já faz parte do plano estratégico da Federação para o desenvolvimento do futebol feminino. A intenção é aprofundar o trabalho com os clubes da Liga BPI e criar condições mais consistentes para conciliar maternidade e profissão.
Diana torna-se assim protagonista de uma discussão que ultrapassa a situação individual. Uma futebolista internacional engravidou, mantém contrato, continua integrada na estrutura do clube e preserva a ligação à Seleção.
É precisamente essa normalidade que a FPF pretende transformar em regra e não em exceção.















