Enquanto grande parte dos jogadores argentinos evitava assistir à celebração espanhola depois da final do Mundial, Flaco López ficou a olhar para o levantamento do troféu.
Meses depois explicou porquê.
O avançado do Palmeiras associa a decisão a um princípio repetido por Abel Ferreira no trabalho diário: respeito pelo adversário, incluindo no momento em que é preciso aceitar que foi melhor.
«É aquilo que o nosso treinador nos pede.»
A final terminou num ambiente tenso depois da vitória espanhola e alguns jogadores argentinos preferiram virar-se para os próprios adeptos em vez de acompanhar a cerimónia do novo campeão mundial.
López fez o contrário.
A explicação não se limita à educação desportiva.
O avançado quis também obrigar-se a olhar para aquilo que tinha perdido.
Ver outro jogador levantar o troféu tornou-se uma forma de guardar a sensação e utilizá-la como motivação para tentar regressar um dia ao mesmo palco.
«Quero voltar lá e ganhar.»
É uma leitura que aproxima respeito e ambição em vez de os colocar em lados opostos.
Aceitar a vitória do adversário não significa conformar-se com a derrota.
Significa reconhecê-la.
E depois lembrar-se dela.
A atitude de parte da seleção argentina tinha provocado críticas em Espanha, sobretudo pela responsabilidade dos jogadores enquanto referências públicas para crianças e jovens.
López escolheu outra imagem.
Ficou de frente.
Segundo o próprio, porque Abel Ferreira lhe ensinou que perder também exige comportamento.















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