O FC Porto está a estudar uma investida por Gabriel Mec e poderá apresentar uma proposta na ordem dos oito milhões de euros pelo jovem atacante do Grêmio. O brasileiro, de 18 anos, é um dos nomes acompanhados pela SAD numa reta final de mercado em que possíveis entradas continuam dependentes das saídas que possam alterar a composição do plantel.
Gabriel Mec oferece uma característica que ajuda a explicar o interesse: pode atuar nos dois corredores ou em posições interiores, onde tem maior rotina como segundo avançado e médio ofensivo do que como referência de área.
A movimentação portista surge numa altura em que Deniz Gül e Dominik Prpic têm mercado e obrigam a estrutura a manter diferentes cenários preparados. Santiago Giménez já está contratado ao Milan e representa a resposta imediata para o centro do ataque; Mec enquadrar-se-ia num investimento de natureza diferente, dirigido a talento jovem com margem de desenvolvimento e valorização.
O jogador já tinha despertado interesse fora de Portugal. O Fenerbahçe sondou recentemente a situação, enquanto o Shakhtar Donetsk chegou a apresentar neste verão uma proposta de 12 milhões de euros que foi aceite pelo Grêmio, mas recusada pelo próprio futebolista.
Há uma divergência relevante sobre a duração do contrato. A informação publicada em Portugal coloca o final do vínculo em 2027, mas o próprio Grêmio anunciou, quando Gabriel assinou o primeiro contrato profissional em outubro de 2024, que o acordo seria válido até ao final de agosto de 2027.
Essa diferença não elimina a pressão temporal da negociação, mas altera a ideia de que o clube brasileiro está perante uma saída iminente a custo zero já em janeiro.
Mec atravessa também uma fase particular no Grêmio. Depois da pausa provocada pelo Mundial, perdeu espaço com a alteração do modelo de Luís Castro e participou em apenas três dos sete primeiros jogos desse período, num momento em que permanece apontado como um dos principais ativos jovens do clube.
Para o FC Porto, a decisão terá por isso de cruzar três variáveis: oportunidade de mercado, espaço efetivo no plantel e eventual necessidade de reagir a uma saída.
Os oito milhões representam uma tentativa de antecipar concorrência por um jogador ainda longe de estar consolidado no futebol sénior. O risco está precisamente aí; a oportunidade também.















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