O FC Porto mudou o plantel sem desmontar a equipa. Pela primeira vez desde a criação da SAD, em 1997, os dragões atravessam um mercado de verão mantendo o núcleo formado pelos 11 jogadores mais utilizados na temporada anterior.
O dado ganha significado porque a história recente do clube foi construída também através da necessidade recorrente de vender figuras importantes para equilibrar as contas.
Desta vez, a estratégia foi diferente.
O título nacional de 2025/26 criou uma base que Francesco Farioli considerou essencial conservar e a administração privilegiou a continuidade dos principais ativos.
Isso não significou imobilismo.
O clube libertou jogadores com menor peso na hierarquia e acrescentou soluções como Santiago Giménez, Souza e Gabriel Mec, além de reorganizar diferentes posições através de entradas e regressos.
A ideia foi reforçar a concorrência sem obrigar o treinador a reconstruir aquilo que já funcionava.
Também existiram vendas com valorização financeira. Deniz Gül, por exemplo, saiu por um valor significativamente superior ao investimento realizado na contratação.
O equilíbrio é novo para um FC Porto habituado a perder pelo menos uma peça estrutural em praticamente todos os verões.
A época seguinte dirá se conservar automatismos vale tanto quanto contratar talento.
Para já, Farioli recebeu aquilo que pediu.
Uma equipa campeã que continua a reconhecer-se.















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