O crescimento associativo do FC Porto começa a produzir um impacto financeiro cada vez mais relevante. O clube ultrapassou os 185 mil sócios e prevê receber mais de 11,2 milhões de euros em quotas durante a temporada 2026/27, quase três milhões acima do valor registado apenas dois anos antes.
A evolução é particularmente expressiva quando se compara o número atual de associados com junho de 2024.
Nessa altura, o FC Porto tinha 131.793 sócios.
No início de setembro de 2026 já contabilizava 185.767.
São quase 54 mil associados acrescentados em pouco mais de dois anos.
O reflexo financeiro acompanha esse crescimento.
Em 2024/25, as quotas representaram cerca de 8,4 milhões de euros.
Na temporada seguinte, a receita aproximou-se dos 10,8 milhões e superou claramente os 8,8 milhões que tinham sido inicialmente orçamentados.
Para 2026/27, a previsão sobe novamente.
Mais de 11,2 milhões.
Entre 2024/25 e a projeção atual, o aumento aproxima-se assim dos 2,8 milhões de euros.
A importância desta receita tem ainda uma particularidade na estrutura portista.
O dinheiro das quotas pertence integralmente ao clube e não é transferido para a SAD.
Isso torna o crescimento associativo especialmente relevante para uma entidade responsável, entre outras áreas, pelo financiamento das modalidades.
Os orçamentos dessas equipas apresentam diferentes evoluções para a nova temporada.
O basquetebol recebe um reforço próximo dos 300 mil euros, enquanto outras modalidades apresentam alterações mais reduzidas.
Há ainda a estreia do futsal sénior, que inicia o percurso competitivo na terceira divisão nacional com um orçamento global de 600 mil euros.
O aumento dos sócios não resolve sozinho as necessidades financeiras do clube.
Mas transforma uma recuperação de ligação entre adeptos e instituição numa fonte de receita recorrente.
Mais associados significam maior base social.
E, neste caso, também mais milhões disponíveis todos os anos para sustentar a atividade do FC Porto para lá da SAD.















