Santiago Giménez voltou ao centro das atenções do FC Porto. Depois de o Milan ter rejeitado a primeira proposta formal apresentada pelos dragões, os dois clubes retomaram as conversações e procuram agora perceber se existe uma nova fórmula capaz de aproximar as posições. O avançado mexicano, por seu lado, mantém o Dragão como destino prioritário.
O desenvolvimento altera novamente um processo que chegou a parecer próximo de ser abandonado pelo FC Porto. A recusa italiana tinha levado a SAD azul e branca a começar a estudar outras soluções para o centro do ataque, mas um novo contacto entre as partes reabriu uma negociação que nunca chegou verdadeiramente a desaparecer.
A primeira proposta portista previa a cedência de Giménez sem pagamento pelo empréstimo, ficando o FC Porto responsável pela totalidade do salário. O acordo incluiria uma opção de compra de 15 milhões de euros, que passaria a obrigatória mediante o cumprimento de determinados objetivos ligados à utilização e ao rendimento do avançado.
O Milan considerou insuficientes tanto o valor como a estrutura da operação e recusou a oferta.
Foi esse impasse que levou o FC Porto a transmitir ao jogador e aos seus representantes que começaria a olhar para outros alvos. A alternativa mais conservadora também ficou em cima da mesa: manter André Silva e Deniz Gül como opções para a posição enquanto Samu recupera da lesão.
Nas últimas horas, porém, os clubes voltaram a conversar. O Milan continua a pretender condições financeiras mais favoráveis, mas a reabertura do diálogo deixa novamente em aberto a possibilidade de os dragões apresentarem uma proposta revista.
A posição de Santiago Giménez ajuda a manter o processo vivo. O internacional mexicano já chegou a entendimento com o FC Porto e vê com agrado a possibilidade de trabalhar com Francesco Farioli, dando nesta fase prioridade à mudança para o campeão português.
O próprio pai do avançado, Christian Giménez, confirmou publicamente a existência das negociações e classificou o FC Porto como «uma grande oportunidade» para o filho.
O antigo futebolista enquadrou também a situação do avançado no contexto de uma temporada fortemente condicionada por problemas físicos. Recordou que Giménez passou cerca de sete meses lesionado e defendeu que os números recentes não podem ser desligados dessa ausência prolongada.
A questão física é relevante também para o FC Porto. Aos 25 anos, o mexicano chega de um período em que perdeu continuidade, mas conserva o perfil de finalizador que construiu antes da mudança para Milão e que despertou o interesse portista.
É precisamente esse equilíbrio entre qualidade reconhecida e risco que ajuda a explicar a estrutura da primeira proposta. O FC Porto procurou limitar o investimento inicial e condicionar uma compra definitiva àquilo que Giménez conseguisse demonstrar em campo.
O Milan pretende maior segurança financeira.
Entre essas duas posições será necessário encontrar o novo ponto de encontro.
Farioli precisa de profundidade para o centro do ataque enquanto Samu permanece indisponível, mas a SAD não deixou de trabalhar noutras possibilidades depois da primeira recusa italiana. Giménez voltou a ser uma opção concreta, não a única.
Há, contudo, uma diferença importante em relação ao momento imediatamente posterior ao primeiro não do Milan: FC Porto e italianos estão novamente a falar.
O jogador quer o Dragão. Os dragões continuam interessados. Falta descobrir se a segunda tentativa consegue resolver aquilo que fez cair a primeira: o preço e, sobretudo, a forma de o pagar.















