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FC Porto chega ao primeiro troféu da época sem querer que a juventude do projeto sirva de desculpa

Azuis e brancas defrontam o Benfica este domingo, no Fontelo. Daniel Chaves reconhece a diferença de maturidade entre as equipas, mas assume uma exigência: «Viemos para ganhar.»

O FC Porto entra na Supertaça feminina consciente de que o projeto ainda está a crescer, mas sem utilizar essa diferença de maturidade como argumento para reduzir a ambição. A equipa azul e branca defronta o Benfica este domingo, às 17h15, no Estádio Municipal do Fontelo, e Daniel Chaves define o objetivo sem margem para interpretação: disputar a final para conquistar o troféu.

O treinador considera a presença neste jogo uma consequência direta da velocidade com que o projeto feminino portista evoluiu.

Chegar a uma decisão nacional já representa um sinal desse crescimento.

Não é, porém, o ponto de chegada.

«O FC Porto tem de estar nestas disputas, tem de estar em finais e lutar por títulos.»

A preparação não decorreu sem dificuldades.

Alguns contratempos atrasaram o desenvolvimento das dinâmicas coletivas e obrigaram a equipa a adaptar processos numa fase em que várias jogadoras ainda estão a construir relações dentro do campo.

Daniel Chaves não pretende que isso modifique a identidade.

O FC Porto quer apresentar em Viseu os mesmos comportamentos que tem procurado desenvolver desde o início do projeto, sobretudo na forma como pretende jogar e competir.

O adversário oferece uma dificuldade diferente.

O Benfica apresenta uma estrutura muito mais consolidada, com um núcleo de jogadoras que trabalha junto há bastante tempo e que também partilha experiências na seleção.

As alterações realizadas durante o verão acrescentaram qualidade sem obrigar a reconstruir aquilo que já existia.

O FC Porto está numa fase diferente.

Mudou mais, acrescentou experiência e procurou aumentar a variedade de soluções para poder responder a contextos distintos durante os jogos.

É nessa combinação entre crescimento e ambição que Daniel Chaves coloca a final.

Reconhecer que o Benfica parte de uma base coletiva mais estável não significa aceitar uma hierarquia antes de entrar no campo.

O treinador também atribui importância à presença dos adeptos portistas no Fontelo.

A equipa tem sentido esse acompanhamento durante o crescimento do projeto e espera encontrar em Viseu uma força adicional precisamente nos momentos em que a final se tornar mais difícil.

A Supertaça será o primeiro grande teste da nova temporada.

Para o FC Porto, representa também outra coisa.

A possibilidade de demonstrar que crescer rapidamente não significa esperar para começar a ganhar.