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Fatoumata Diallo baixa recorde nacional para 53,30 e volta a aproximar-se da elite mundial

A portuguesa retirou 25 centésimos à marca que lhe dera o bronze europeu e terminou em quarto lugar nos 400 metros barreiras da Diamond League de Zurique.

Fatoumata Diallo voltou a baixar o recorde nacional dos 400 metros barreiras apenas duas semanas depois de o ter batido nos Europeus. A portuguesa correu em 53,30 segundos no Meeting de Zurique e terminou em quarto lugar numa prova de elevado nível internacional.

O novo máximo melhora em 25 centésimos os 53,55 que lhe tinham valido a medalha de bronze nos Europeus de Birmingham. Fatoumata torna-se assim ainda mais rápida numa distância em que já era a única portuguesa a ter quebrado a barreira dos 54 segundos.

A vitória em Zurique pertenceu à norte-americana Anna Cockrell, com 52,13, novo recorde do meeting e melhor marca mundial do ano. Dalilah Muhammad foi segunda, com 53,16, e Rushell Clayton terceira, com 53,17. Fatoumata terminou apenas 13 centésimos atrás de um lugar no pódio.

A progressão ganha dimensão pela velocidade com que aconteceu. A barreirista chegou aos Europeus com um recorde nacional, melhorou-o para conquistar uma medalha e voltou agora a retirar um quarto de segundo à própria marca.

O resultado constitui também marca de qualificação para os Mundiais de 2027, em Pequim.

A situação na Diamond League é mais apertada do que inicialmente pareceu. Os pontos conquistados em Zurique colocaram Fatoumata no oitavo lugar da classificação da disciplina, mas a organização da final de Bruxelas atribuiu uma wildcard à belga Paulien Couckuyt. Essa decisão deverá deixar a portuguesa fora da prova decisiva apesar de ocupar a última posição de apuramento pelos pontos.

Nada disso reduz o significado do que aconteceu em Zurique. Fatoumata chegou ao mês de agosto como uma atleta capaz de disputar finais internacionais e termina-o com uma medalha europeia e dois recordes nacionais sucessivos.

A própria portuguesa não se mostrou surpreendida com o cronómetro. Depois do impacto emocional do bronze em Birmingham, afirmou que já sabia ser capaz de correr em 53,30. O que há duas semanas parecia uma descoberta começa agora a transformar-se numa nova referência de rendimento.