A vitória por 3-0 sobre o Académico de Viseu reforçou a confiança em torno do arranque de época do FC Porto. Quatro jornadas, quatro triunfos e nenhuma bola sofrida formam um registo que três figuras ligadas ao universo portista interpretam sobretudo através de duas características: a eficácia com que a equipa resolveu o jogo no Fontelo e a consistência defensiva que tem acompanhado o início do campeonato.
O FC Porto não precisou de produzir um volume ofensivo elevado. Terminou o encontro com apenas cinco remates, quatro enquadrados, mas marcou nas três grandes oportunidades construídas durante a primeira parte. André Silva abriu o marcador, Gabri Veiga aumentou a vantagem e William Gomes deixou o resultado praticamente resolvido antes do intervalo.
Albertino, antigo jogador dos dragões, viu precisamente nesses primeiros 45 minutos a origem de uma vitória que classificou como «justíssima». Destacou a intensidade com que o FC Porto entrou e a capacidade para empurrar o Académico para trás, mas colocou a defesa num patamar ainda mais elevado, considerando-a uma das melhores da Europa.
Cristiano Pereira encontrou semelhanças com várias vitórias da temporada anterior: uma equipa coesa sem bola e suficientemente eficiente para transformar poucas oportunidades em golos. Individualmente, colocou Gabri Veiga «uns furinhos acima» dos companheiros.
O espanhol justificou essa leitura. Marcou o segundo golo, assistiu William Gomes no terceiro e foi eleito o melhor jogador da partida, num encontro em que voltou a aparecer perto da área sem deixar de participar no primeiro momento defensivo.
José Fernando Rio, jurista e antigo candidato à presidência do clube, vê o resultado integrado num início de época mais amplo. Considerou que o FC Porto realizou um jogo muito seguro, destacou novamente a eficácia da primeira parte e acredita que os sinais deixados pelas primeiras jornadas apontam para uma luta pelo título de grande exigência.
O entusiasmo nasce dos resultados, mas sobretudo da forma como têm sido alcançados. O FC Porto ainda não precisou de jogar sempre no limite para ganhar. Em Viseu resolveu cedo, protegeu a vantagem e voltou a impedir o adversário de marcar.
É essa combinação que começa a definir o arranque portista: não necessita de muitas ocasiões para construir vantagem e, depois de a conseguir, tem mostrado poucos caminhos ao adversário para regressar ao jogo.















