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Duas vitórias, 3x4x2x1 e uma limpeza profunda: o Milan de Amorim começa a ganhar forma

Português já definiu uma base, com Gonçalo Ramos como referência ofensiva, enquanto Rafael Leão e Santiago Giménez estão entre as saídas que redesenham o plantel.

Ruben Amorim começou a transformar o Milan simultaneamente no campo e no mercado. Duas vitórias nas duas primeiras jornadas da Serie A deram-lhe margem para consolidar o 3x4x2x1 que marcou grande parte da carreira, enquanto a estrutura acelera saídas e entradas destinadas a construir um plantel com duas soluções por posição.

A alteração mais significativa ocorreu no ataque.

Rafael Leão despediu-se do clube depois de sete temporadas e encaminhou a mudança para o Galatasaray, encerrando uma passagem de 291 jogos, 80 golos e 65 assistências.

Santiago Giménez seguiu outro caminho e prepara-se para representar o FC Porto, enquanto Gonçalo Ramos passou a assumir a posição de referência ofensiva do novo Milan.

O internacional português marcou já na vitória por 2-0 sobre o Veneza, segundo triunfo consecutivo de Amorim, mas o treinador aproveitou a própria vitória para criticar fases em que a defesa ficou excessivamente passiva.

Essa exigência ajuda a perceber o processo.

Amorim não está apenas a reproduzir numericamente o sistema utilizado no Sporting e no Manchester United. Procura reconstruir comportamentos: três centrais confortáveis na antecipação, alas com funções assimétricas, dois médios capazes de proteger transições e dois jogadores entre linhas próximos do ponta de lança.

Mario Gila, Koni De Winter e Strahinja Pavlovic surgem como a base projetada para o trio defensivo. Yunus Musah ganhou importância no meio-campo, enquanto Ardon Jashari e Luka Modric oferecem soluções de construção com características diferentes.

Nas alas, o modelo volta a procurar desequilíbrio.

Diego Moreira chegou para concorrer no lado direito, enquanto Davide Bartesaghi e Pervis Estupiñán disputam a esquerda. A ideia passa por permitir maior agressividade ofensiva de um lado e conservar equilíbrio no outro.

Atrás de Gonçalo Ramos existe mais variedade.

Christian Pulisic, Adrien Rabiot, Ruben Loftus-Cheek, Alphadjo Cissè e Saelemaekers podem ocupar as duas posições interiores e o mercado ainda poderá acrescentar outra solução.

Há juventude, investimento e muitas peças novas.

As duas primeiras vitórias mostram que o arranque resultou.

O comentário de Amorim sobre os centrais mostra que ele ainda está longe de considerar a casa arrumada.