Diogo Costa entra na receção ao Arouca com um objetivo estatístico que traduz a solidez do arranque do FC Porto: completar os primeiros quatro jogos oficiais da temporada sem sofrer qualquer golo, algo que nunca conseguiu desde que se tornou titular indiscutível da baliza portista.
O capitão começou por manter a baliza inviolada na vitória por 1-0 sobre o Torreense, na Supertaça, e repetiu o registo nas duas primeiras jornadas da Liga, frente ao Alverca e ao Rio Ave.
São 270 minutos de competição sem qualquer golo sofrido.
A sequência contrasta também com aquilo que aconteceu durante a preparação, período em que Diogo Costa praticamente não participou devido às férias posteriores ao Mundial e em que o FC Porto sofreu golos em todos os particulares.
Com o regresso do guarda-redes e a entrada nos jogos oficiais, a defesa fechou.
O registo prolonga aquilo que já tinha sido uma época de exceção em 2025/26. Diogo Costa terminou o campeonato com 21 jogos sem sofrer golos em 33 participações, o melhor número entre os guarda-redes da Liga.
A comparação com os arranques das cinco temporadas anteriores mostra por que razão o encontro com o Arouca pode produzir um máximo pessoal.
Em 2021/22, o primeiro golo sofrido surgiu na segunda jornada. Na época seguinte, aconteceu logo na ronda inaugural. Em 2023/24 e 2024/25, Benfica e Sporting marcaram-lhe nas respetivas Supertaças. Na temporada passada, conseguiu chegar mais longe, mas acabou batido na quarta jornada, em Alvalade.
Agora chega ao quarto compromisso ainda sem retirar a bola da própria baliza.
O desafio não será meramente estatístico.
O Arouca começou o campeonato com seis pontos e chega ao Dragão depois de uma vitória por 4-0 sobre o Moreirense, oferecendo um teste significativamente mais exigente à organização defensiva dos campeões nacionais.
Para Francesco Farioli, a permanência de Diogo Costa é também uma das principais garantias de continuidade numa equipa em transformação.
O guarda-redes foi associado durante o verão a vários clubes europeus, mas tudo aponta para a permanência no Dragão. A cláusula de rescisão está atualmente fixada nos 60 milhões de euros.
Farioli chegou a brincar com a ideia de fechar o aeroporto para impedir a saída do capitão.
Até agora, funcionou.
E enquanto o mercado permanece aberto, Diogo Costa dedica-se a fechar outra coisa: a própria baliza.















