A chegada de Alessandro Circati permite ao Benfica considerar praticamente fechado o centro da defesa, mas não encerra o mercado para o setor recuado. A saída de Amar Dedic para o Newcastle alterou as contas no corredor direito e Marco Silva admite que o clube poderá contratar outro lateral antes do fecho da janela.
Circati junta-se a Lenglet, Tomás Araújo, Gabriel Índio e Joshua Wynder entre as soluções de raiz para o eixo. Manu Silva, médio de formação, tem também sido trabalhado como central pelo treinador e aumenta a margem de escolha numa posição que ficou particularmente exposta depois da saída de António Silva.
A situação é diferente nas laterais. À direita, a transferência de Dedic retirou uma opção importante a Marco Silva e voltou a colocar o mercado em discussão.
«Se iremos ao mercado ou não por outro, já vai depender das decisões que vamos tomar», explicou o treinador, deixando em aberto a possibilidade de reforçar o corredor.
Alexander Bah permanece como solução de referência, mas a época longa e a necessidade de concorrência tornam a decisão relevante. Dedic não era apenas uma alternativa: tinha capacidade para atuar nos dois corredores e essa polivalência também desapareceu com a transferência para Inglaterra.
Na esquerda, Samuel Dahl e o jovem José Neto são as opções disponíveis, embora a configuração definitiva do setor também não esteja fechada.
A construção da defesa encarnada entra, assim, numa nova fase. Primeiro foi necessário substituir António Silva no eixo, processo que deverá ficar resolvido com Circati. Depois surgiu a saída de Dedic.
O Benfica ganhou estabilidade no centro, mas perdeu profundidade numa lateral. E é precisamente aí que o mercado ainda pode obrigar Rui Costa e Marco Silva a tomar outra decisão antes de 31 de agosto.















