Alessandro Circati já está em Lisboa para concluir a transferência para o Benfica. O defesa-central de 22 anos chegou proveniente de Itália e prepara-se para acrescentar a Marco Silva a solução que faltava para completar o eixo defensivo depois da saída de António Silva.
«É um clube incrível. Sei que tem uma grande história e que quer vencer muitos títulos», afirmou o internacional australiano à chegada, mostrando-se «muito feliz» com a perspetiva de representar os encarnados.
Circati revelou também já ter mantido uma breve conversa com Marco Silva e conhece dois dos jogadores com quem vai disputar espaço no centro da defesa: Tomás Araújo e Lenglet, a dupla que tem assumido a titularidade neste início de temporada.
Com 1,91 metros, o defesa chega do Parma, clube onde se afirmou no futebol profissional e chegou a utilizar a braçadeira de capitão. A contratação acrescenta presença física e mais uma opção de raiz a um setor onde Marco Silva tem recorrido também à adaptação de Manu Silva.
O percurso de Circati está dividido entre dois continentes. Nasceu em Fidenza, no norte de Itália, mas mudou-se para a Austrália ainda bebé devido à carreira futebolística do pai, Gianfranco.
Começou a jogar no Perth SC e nem sequer era defesa. Atuava como avançado e foi recuando progressivamente no terreno até encontrar no centro da defesa a posição que acabaria por definir a carreira.
O regresso a Itália aconteceu quase por acaso. Durante a pandemia, viajou para Fidenza para visitar os avós e, procurando uma forma de continuar a treinar, o pai contactou o Parma, situado a cerca de 30 quilómetros. O que deveria ser apenas um curto período de trabalho acabou por abrir-lhe as portas do clube.
Circati foi subindo os diferentes escalões até chegar à equipa principal e consolidar-se no futebol italiano.
Apesar de ter representado Itália nas seleções jovens, optou posteriormente pela Austrália. No Mundial de 2026 disputou a totalidade dos quatro encontros da seleção australiana.
No Benfica, encontrará uma concorrência composta por Tomás Araújo, Lenglet, Gabriel Índio e Joshua Wynder, além da possibilidade de Manu atuar no setor.
A sua chegada resolve uma das prioridades identificadas pelo clube durante o verão. Depois de esperar pelo perfil considerado certo em vez de contratar rapidamente, o Benfica encontrou no Parma o central que faltava.















