O Chelsea é o clube que mais dinheiro investiu em transferências neste século, com aproximadamente 4,55 mil milhões de euros aplicados na contratação de jogadores desde 2000.
A dimensão do número ajuda a perceber uma transformação que se acelerou sobretudo durante a última década.
Contratações acima dos 50 milhões deixaram de representar acontecimentos excecionais para alguns dos maiores clubes europeus e passaram a fazer parte do funcionamento regular do mercado.
A Premier League ocupa naturalmente uma parte importante dos lugares superiores da hierarquia, reflexo de receitas televisivas, capacidade comercial e estruturas acionistas que permitem aos clubes ingleses operar numa escala inacessível à maioria das restantes ligas.
Nesse contexto, a presença portuguesa ganha outro significado.
O Benfica aparece como o clube nacional que mais investiu acumuladamente neste século, com o FC Porto muito próximo.
Sporting e SC Braga surgem mais abaixo.
A leitura exige, contudo, cuidado.
Somar toda a despesa realizada ao longo de 26 anos não mede a riqueza atual de um clube, nem permite avaliar isoladamente a eficiência dessas contratações.
Equipas que compram e vendem muitos jogadores podem apresentar despesa bruta elevada e, simultaneamente, gerar receitas igualmente significativas.
É precisamente uma das características históricas de Benfica e FC Porto.
Ambos utilizaram durante décadas o mercado como componente central do modelo económico, comprando jogadores para desenvolver, utilizar e posteriormente vender.
O ranking mede dinheiro gasto.
Não mede necessariamente dinheiro perdido.
Mas mostra uma coisa com clareza: o mercado do século XXI tornou-se progressivamente maior.
E ninguém comprou mais do que o Chelsea.















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