A transferência de Enzo Fernández para o Manchester City esteve mais perto de sofrer uma complicação de última hora do que o valor recorde do negócio fazia imaginar. O Chelsea tinha preparado Lamine Camara para substituir o argentino, mas a operação com o Monaco caiu e deixou os londrinos diante de uma escolha: travar aquilo que ainda podia ser travado ou respeitar o entendimento já estabelecido para a saída do médio.
Optou pela segunda hipótese.
O efeito dominó começou quando o Chelsea chegou a acordo para contratar Camara por cerca de 55 milhões de euros.
O médio senegalês preparava-se para assinar por seis temporadas.
O Monaco, por sua vez, trabalhava na saída de Folarin Balogun para o Everton. Quando essa operação pareceu avançar, o clube do Principado deixou de considerar necessária a venda de Camara e recuou no entendimento com o Chelsea.
Os londrinos ficaram subitamente sem o sucessor que tinham escolhido.
Mesmo assim, a transferência de Enzo foi mantida.
O Manchester City pagou 125 milhões de libras, aproximadamente 146 milhões de euros, e recebeu o internacional argentino num dos maiores negócios da história do futebol inglês.
O último detalhe tornou o episódio ainda mais peculiar.
Balogun acabou também por não seguir para o Everton.
No final do efeito dominó, o Monaco ficou com Camara e Balogun, o Everton não recebeu o avançado e o Chelsea perdeu Enzo sem contratar o médio que tinha preparado para o substituir.
Só o City conseguiu terminar exatamente onde queria.
Com Enzo Fernández.















