Nehuén Pérez entrou nas contas do Boca Juniors para a reta final do mercado, numa altura em que o clube de Buenos Aires procura acrescentar um defesa-central ao plantel. O jogador do FC Porto agrada a Rodolfo Arruabarrena, mas surge para já atrás de Francisco Álvarez, do Argentinos Juniors, na hierarquia definida pelo treinador.
A procura ganhou urgência devido aos problemas físicos existentes no setor defensivo do Boca. A lesão de Ayrton Costa e as limitações de outras opções levaram o clube argentino a estudar alternativas com experiência imediata, perfil no qual encaixa Nehuén Pérez, internacional argentino e com vários anos de futebol europeu.
Na Argentina foram noticiados contactos exploratórios sobre as condições de uma eventual operação, mas as informações mais consistentes continuam a colocar o processo numa fase preliminar. A solução desejada pelo Boca passaria por um empréstimo, fórmula pouco compatível com a posição financeira do FC Porto relativamente a um jogador no qual realizou um investimento significativo.
Os dragões investiram 17,4 milhões de euros para assegurar 90 por cento dos direitos económicos do defesa, que tem contrato até 2029 e cláusula de rescisão de 60 milhões. Esses números tornam especialmente difícil uma cedência sem contrapartidas relevantes para o campeão português.
Nehuén atravessa, além disso, uma fase de recuperação desportiva depois de uma grave lesão no tendão de Aquiles que o afastou durante vários meses. Esta época voltou à titularidade frente ao Rio Ave, atuou como lateral-direito e marcou de cabeça o primeiro golo da vitória portista por 2-0.
O interesse do Boca é, portanto, real, mas ainda não configura uma negociação fechada. Francisco Álvarez continua a ser o alvo prioritário e Nehuén Pérez representa uma alternativa de maior experiência internacional, mas também financeiramente mais complexa. Para o FC Porto, qualquer evolução terá necessariamente de partir de condições que reflitam o investimento realizado no jogador.















