O Benfica está em negociações com o Manchester City por Claudio Echeverri e tenta aproveitar os últimos dias do mercado para recuperar um alvo que já tinha procurado antes da mudança do argentino para Inglaterra. A solução trabalhada passa por um empréstimo para 2026/27, com possibilidade de aquisição definitiva no final da temporada.
A transferência, porém, ainda não deve ser tratada como concluída. Informação publicada esta segunda-feira em Portugal confirma as conversações, enquanto fontes argentinas colocam o acordo numa fase avançada. Outros relatos indicam que o City continua a avaliar propostas de Benfica, Betis e Sheffield United antes de definir o destino do jogador.
A nova tentativa encarnada surge três anos depois da primeira.
Echeverri ainda estava no River Plate quando entrou no radar do Benfica, mas o preço já então colocado no jovem tornou a operação difícil. O Manchester City acabou por contratá-lo por cerca de 18,5 milhões de euros e deixou-o inicialmente na Argentina.
O salto para a Europa não produziu ainda a afirmação esperada.
Na última temporada, o médio ofensivo começou emprestado ao Bayer Leverkusen e mudou-se em janeiro para o Girona. Entre Alemanha e Espanha somou 28 jogos, um golo e duas assistências, números modestos para um jogador que chegou ao continente acompanhado por expectativas muito elevadas.
O talento que as criou continua identificável.
Echeverri pode jogar como médio ofensivo, segundo avançado ou partir de um corredor, gosta de receber entre linhas e procura progressão com bola e associação curta junto da área. Foi esse perfil que o transformou numa das figuras das seleções jovens argentinas e levou o City a antecipar a contratação.
O problema deixou de ser descobrir qualidade. Passou a ser encontrar um contexto onde ela consiga aparecer de forma consistente.
Enzo Maresca não conta com o argentino como elemento regular da primeira equipa do City e o clube procura uma nova cedência que lhe garanta minutos. Para o Benfica, isso abre a possibilidade de adquirir talento ainda valorizável sem assumir de imediato o custo de uma transferência definitiva.
É também uma operação que só faz sentido se Marco Silva conseguir oferecer aquilo que Echeverri não encontrou nas duas últimas etapas europeias: continuidade.
O Benfica está na corrida.
Ainda falta saber se será Lisboa, finalmente, o lugar onde o argentino deixa de ser sobretudo uma promessa.















