O Benfica entrará na Liga Europa para tentar ir longe, mas sem normalizar a presença numa competição que a própria estrutura considera abaixo do patamar europeu pretendido pelo clube. Mário Branco foi claro depois do sorteio: o «lugar natural» das águias é a Liga dos Campeões.
A declaração não diminui a importância da prova que o Benfica terá agora pela frente. O diretor-geral para o futebol profissional considera que, uma vez concluído o percurso de qualificação, a obrigação passa a ser competir com ambição e respeitar tanto os adversários como a história europeia do clube.
O Benfica chegou à fase de liga depois de ultrapassar três eliminatórias e fechou o play-off diante do Aarhus com duas vitórias por 3-1.
O sorteio colocou no caminho encarnado AZ Alkmaar, Milan, Celtic, Viktoria Plzen, Lech Poznan, Omonia, OFI Creta e NEC Nijmegen.
Mário Branco reconhece que o quadro competitivo inclui vários clubes habituados à Liga dos Campeões e recusa, por isso, transformar a condição de favorito em qualquer garantia antecipada.
O primeiro objetivo está claramente definido: realizar uma boa fase de liga e garantir presença na fase a eliminar.
A ambição pode crescer a partir daí. O Benfica possui tradição suficiente na competição para olhar para uma campanha longa, mas a estrutura prefere construir os objetivos por etapas.
Há, no entanto, uma mensagem que ultrapassa esta edição. A presença na Liga Europa deve ser excecional. O Benfica quer competir para ganhar agora e, simultaneamente, regressar ao lugar que entende ser o seu nas temporadas seguintes.















