O Benfica trabalha em duas frentes consideradas prioritárias para completar o plantel de Marco Silva. Alessandro Circati, central de 22 anos do Parma, está em negociações avançadas para reforçar o eixo defensivo, enquanto João Palhinha continua a ser o nome desejado para dar outra dimensão ao meio-campo.
Circati ganhou força depois de as conversações por Tyler Harwood-Bellis esbarrarem nas exigências do Southampton. Internacional australiano, mas também com nacionalidade italiana, o defesa do Parma encaixa no perfil físico procurado pela estrutura: mede 1,91 metros, é forte no duelo e recuperou o estatuto de titular depois de uma rotura do ligamento cruzado anterior sofrida em 2024/25.
Na temporada passada realizou 33 jogos pelo Parma, 32 como titular, e esteve no Mundial ao serviço da Austrália, disputando a totalidade dos minutos da seleção. Aos 22 anos, combina margem de progressão com experiência regular numa das principais ligas europeias.
A necessidade do Benfica é concreta. Marco Silva dispõe atualmente de Tomás Araújo, Lenglet e Gabriel Índio como soluções principais para o centro da defesa, ficando Joshua Wynder como recurso a partir da equipa B. A contratação de mais um central permitirá completar um setor alterado pelas movimentações deste verão.
No meio-campo, a prioridade continua a ser João Palhinha. O Benfica colocou em cima da mesa uma proposta de 15 milhões de euros fixos ao Bayern, acrescidos de cinco milhões dependentes de objetivos, procurando aproveitar a disponibilidade dos alemães para negociar um jogador que não é considerado indispensável.
O internacional português também vê com bons olhos um regresso ao país. A proximidade da família e a relação construída com Marco Silva durante as duas épocas em que trabalharam juntos no Fulham são argumentos importantes para as águias.
Mas o Benfica não está sozinho. O Aston Villa voltou a conversar com o Bayern depois de uma primeira tentativa de empréstimo não ter produzido acordo, enquanto o Newcastle também acompanha a situação. A capacidade financeira da Premier League continua, por isso, a representar o principal obstáculo à estratégia encarnada.
A preferência do Bayern por uma venda definitiva favorece, em teoria, a abordagem do Benfica face a propostas assentes apenas numa cedência. Falta perceber se os 15 milhões mais cinco em objetivos serão suficientes para aproximar os clubes.
Marc Casadó aparece como alternativa caso o processo Palhinha não chegue a bom porto. O médio de 22 anos está disponível para deixar o Barcelona, mas a fasquia financeira do clube catalão, superior a 30 milhões de euros, torna também esse dossiê exigente.
O mercado do Benfica entra assim numa fase muito definida. Para a defesa, Circati. Para o meio-campo, Palhinha. Dois jogadores de características distintas, mas com a mesma finalidade: dar a Marco Silva soluções que ainda considera em falta antes do encerramento da janela.















