Barcelona e Manchester United em Alvalade, Manchester City e Roma fora. O Sporting recebeu um sorteio exigente para a terceira presença consecutiva na Liga dos Campeões, mas a primeira reação da estrutura não foi estabelecer um objetivo classificativo. Bernardo Palmeiro prefere olhar para aquilo que mudou no estatuto europeu do clube: estar novamente entre os participantes deixou de ser um episódio isolado e começa a transformar-se em continuidade.
Os leões terão quatro jogos em casa frente a Barcelona, Manchester United, Galatasaray e LASK. As quatro deslocações serão aos terrenos de Manchester City, Roma, Shakhtar Donetsk e Lens.
A receção ao Barcelona coloca em Alvalade um dos candidatos naturais às fases decisivas e traz também reencontros individuais. Raphinha regressará a um estádio onde representou o Sporting antes de seguir para Rennes e construir o percurso que o levou à Premier League e posteriormente à Catalunha.
O Manchester United acrescenta uma ligação ainda mais evidente. Bruno Fernandes vai defrontar o Sporting pela primeira vez e regressará ao estádio de onde saiu em janeiro de 2020 para se tornar uma das principais figuras do clube inglês.
O antigo capitão leonino já reagiu ao sorteio com humor. Numa mensagem dirigida a um amigo sportinguista, antecipou a receção em Alvalade perguntando-lhe se desta vez seria muito insultado.
Por detrás da brincadeira existe um dos reencontros mais fortes que o sorteio produziu para o futebol português. Bruno Fernandes chegou ao Sporting em 2017, transformou-se em capitão e principal referência da equipa e saiu para Manchester numa transferência que mudou também a dimensão internacional da carreira.
Fora de casa, o Manchester City representa provavelmente o teste mais elevado. O Sporting encontrará ainda a Roma, o Lens e o Shakhtar Donetsk.
Galatasaray e Lens apresentam outra particularidade: são adversários menos presentes no arquivo europeu recente do Sporting e acrescentam contextos competitivos diferentes aos grandes nomes do sorteio.
Bernardo Palmeiro recusou transformar o desempenho da temporada passada numa fasquia obrigatória. O Sporting chegou aos quartos de final em 2025/26, mas o diretor-geral do futebol não estabelece como condição voltar aos oito melhores.
A referência que prefere fixar é institucional: esta será a terceira participação consecutiva do Sporting na Champions. Para o dirigente, essa consolidação entre os principais clubes europeus é em si mesma uma mudança importante no lugar ocupado pelo clube.
A ambição não desaparece por não ter sido traduzida numa ronda específica. Palmeiro entende que a responsabilidade de vestir a camisola do Sporting obriga a competir em cada encontro e admite que, respeitando essa exigência, a equipa pode voltar a chegar longe.
O percurso da última temporada demonstra que o novo formato permite transformar uma boa fase de liga numa campanha longa. Também aumenta, contudo, o custo de cada ponto perdido: apenas os oito primeiros evitam o play-off.
É nesse equilíbrio que o Sporting entra na prova. Tem adversários de enorme dimensão, mas chega com experiência europeia recente e com os quartos de final da época passada como prova de que já conseguiu competir neste nível.
O sorteio trouxe Barcelona, dois gigantes de Manchester, Roma e Galatasaray. A reação leonina não foi escolher onde pretende parar. Foi sublinhar que estar aqui três vezes seguidas já diz muito sobre o ponto de partida.















