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Navegação principal da época 2026/27.

Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

Barbero leva dois golos ao Dragão e uma alcunha herdada de três gerações

Avançado marcou nas duas primeiras jornadas e chega ao duelo com o campeão como uma das referências do Arouca. O nome futebolístico nasceu numa família de barbeiros de Roquetas de Mar.

Iván Martínez Gonzálvez chega ao Dragão como um dos jogadores que a defesa do FC Porto terá obrigatoriamente de controlar. No futebol, porém, quase ninguém o conhece pelo nome completo. É Barbero, uma alcunha familiar que atravessou gerações antes de chegar às costas da camisola do Arouca.

O avançado espanhol começou a Liga com dois golos nas duas primeiras jornadas e participou diretamente no arranque perfeito da equipa de Vasco Seabra. O Arouca venceu o Vitória por 1-0 em Guimarães e goleou depois o Moreirense por 4-0.

Cinco golos marcados, nenhum sofrido e seis pontos colocam os arouquenses perante o primeiro grande teste da temporada precisamente no terreno do campeão.

Barbero chega a esse jogo em clara continuidade com aquilo que fez na segunda metade da época passada. Contratado ao Deportivo da Corunha no verão de 2025, passou vários meses sem marcar no campeonato, mas reagiu depois com sete golos em 16 encontros.

A recuperação transformou-o numa das referências ofensivas da equipa e prolongou-se para 2026/27.

A história do nome é anterior ao futebol profissional. Barbero nasceu em Roquetas de Mar, na costa de Almeria, numa família profundamente ligada à barbearia.

O bisavô José e o avô José Alfonso exerceram a profissão em El Parador e a atividade acabou por transformar-se numa alcunha familiar.

O pai, José Antonio Martínez, também herdou o nome, embora tenha escolhido o futebol. Foi guarda-redes e passou pela formação e pela equipa principal do Osasuna.

Curiosamente, pai e filho começaram a imaginar posições opostas às que acabariam por ocupar. José Antonio queria ser avançado, mas foi para a baliza porque ninguém queria assumir essa função. Iván experimentou primeiro ser guarda-redes, incentivado pelo pai, mas rapidamente percebeu que preferia jogar com a bola nos pés e atacar.

Nos primeiros tempos era conhecido como Barberillo, o diminutivo reservado ao mais novo da família. Com a idade e a afirmação no futebol, o diminutivo desapareceu e ficou apenas Barbero.

É esse nome que agora aparece nos relatórios de preparação do FC Porto.

A história das tesouras pode ser curiosa, mas Farioli estará muito mais interessado no presente: dois jogos, dois golos e um avançado que chega ao Dragão com a confiança de quem ainda não viu o Arouca perder nem sofrer nesta Liga.