Raúl Asencio foi absolvido da acusação de revelação de segredos depois de as duas vítimas formalizarem em tribunal o perdão ao jogador do Real Madrid e aos restantes arguidos envolvidos no processo relacionado com a gravação e divulgação de imagens sexuais.
O perdão foi confirmado perante a juíza durante a primeira sessão do julgamento, em Las Palmas.
As duas mulheres declararam separadamente que a decisão tinha sido tomada livremente e sem qualquer pressão ou contrapartida.
Perante essa manifestação formal, o Ministério Público retirou a acusação por revelação de segredos contra Asencio e a responsabilidade penal do central nesse crime foi extinta.
O desfecho jurídico do jogador do Real Madrid não foi igual ao dos três antigos colegas envolvidos no processo.
Estes respondiam também por uma acusação adicional relacionada com a distribuição de conteúdo sexual envolvendo uma vítima que era menor à data dos factos.
Nesse crime, o perdão da vítima não extingue a responsabilidade penal.
Os três chegaram a acordo e foram condenados a um ano de prisão cada um, com execução suspensa mediante determinadas condições, incluindo não voltarem a cometer crimes durante o período estabelecido e frequência de formação específica.
Asencio, pelo contrário, não foi condenado neste processo.
A distinção é importante porque o central enfrenta simultaneamente consequências de outro caso completamente diferente.
Em agosto foi condenado por condução sob o efeito do álcool, recebeu uma multa de 14.400 euros e ficou oito meses sem poder conduzir.
São processos independentes.
No caso das imagens íntimas, o julgamento terminou para Asencio com absolvição.















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