O Arouca chega ao Estádio do Dragão com a possibilidade de transformar um excelente início de campeonato no melhor arranque da sua história no principal escalão. A equipa de Vasco Seabra venceu as duas primeiras jornadas e, se repetir o resultado frente ao FC Porto, alcançará pela primeira vez três triunfos consecutivos no início de uma edição da Liga.
Não é a primeira vez que os arouquenses chegam à terceira ronda com seis pontos. Aconteceu também em 2015/16, temporada em que a equipa orientada por Lito Vidigal começou por vencer em Moreira de Cónegos e surpreendeu depois o Benfica em Arouca.
Esse início chegou a valer uma liderança isolada. O terceiro jogo, porém, terminou empatado em Paços de Ferreira e impediu a equipa de prolongar a série de vitórias.
Onze anos depois, o Arouca volta a encontrar-se na mesma fronteira, mas com um grau de dificuldade evidente. Do outro lado estará o campeão nacional, uma equipa que também começou a temporada a vencer e que ainda não sofreu qualquer golo.
Os números arouquenses justificam, contudo, que o desafio seja olhado para além da diferença histórica entre os clubes. A equipa de Vasco Seabra marcou cinco golos nas duas primeiras jornadas e manteve a baliza inviolada, culminando o arranque com um expressivo 4-0 frente ao Moreirense.
A deslocação ao Dragão será, por isso, o primeiro grande teste ao significado desses resultados. Vencer significaria mais do que três pontos inesperados: provaria que o melhor início da história do clube foi construído precisamente no terreno do campeão.
O FC Porto encontrará também um adversário que chega sem necessidade de jogar apenas para sobreviver. Duas vitórias oferecem confiança, e uma goleada na jornada anterior acrescenta argumentos para acreditar.
Em 2015/16, o Arouca parou nos sete pontos depois de três rondas. Em 2026/27, tem a oportunidade de chegar aos nove. Para o conseguir terá de fazer aquilo que nenhuma versão anterior do clube conseguiu no arranque de uma Liga: ganhar os três primeiros jogos.















