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Fim das notas públicas completa o recuo na exposição oficial da arbitragem

Conselho de Arbitragem deixa de divulgar as avaliações de árbitros e VAR e não recupera os espaços televisivos de análise. Novo diretor técnico nacional, João Ferreira, apoia a orientação.

A arbitragem portuguesa passa a ter menos escrutínio institucional visível durante a época 2026/27. O Conselho de Arbitragem decidiu deixar de divulgar publicamente as avaliações dos árbitros e videoárbitros e não vai retomar os programas televisivos em que eram analisadas e explicadas decisões das competições profissionais.

As duas medidas atingem dimensões diferentes da relação entre a arbitragem e o público.

As avaliações permitiam conhecer, depois dos jogos, a apreciação interna feita ao desempenho das equipas de arbitragem. Essa informação continuará necessariamente a fazer parte do acompanhamento técnico dos árbitros, mas deixa de ser disponibilizada ao exterior.

Os programas televisivos tinham outra função. Permitiam regressar a lances discutidos, explicar critérios e apresentar publicamente uma interpretação técnica das decisões tomadas em campo ou pelo VAR.

Também essa via deixa de existir.

A orientação do Conselho de Arbitragem assenta na intenção de proteger os agentes de arbitragem e reduzir a exposição e a pressão pública sobre o respetivo desempenho.

A decisão conta com o apoio de João Ferreira, novo diretor técnico nacional de arbitragem, que sucedeu a Duarte Gomes e passa a ter responsabilidade direta pela componente técnica e formativa da estrutura.

A consequência para quem acompanha a Liga é concreta.

Uma decisão controversa continuará a poder ser discutida por clubes, treinadores, jogadores, adeptos e analistas, mas haverá menos informação institucional disponível para perceber como o próprio organismo responsável pela arbitragem avaliou posteriormente o lance e o desempenho de quem o decidiu.

O Conselho de Arbitragem continuará a observar, avaliar e formar árbitros internamente. O que muda é a parte desse processo que chega ao exterior.

A opção procura reduzir a exposição.

Reduz, ao mesmo tempo, os instrumentos públicos de explicação e avaliação da arbitragem.