Álvaro Arbeloa ainda não somou qualquer ponto como treinador do Fulham na Premier League e reagiu à derrota por 1-0 em Sunderland com uma crítica frontal ao comportamento da equipa. Mais do que o resultado ou a qualidade técnica, o espanhol apontou aquilo que considera inegociável: intensidade competitiva.
«Não lutámos, não corremos, não gostei da atitude», afirmou depois do segundo desaire consecutivo no campeonato.
O Fulham tinha começado a Liga com uma derrota caseira por 3-2 diante do Chelsea e voltou agora a perder no Stadium of Light, onde Wilson Isidor marcou aos 75 minutos o único golo do encontro.
Arbeloa reconheceu que a equipa conseguiu melhorar durante um curto período no início da segunda parte, mas considerou insuficiente uma reação limitada a dez ou quinze minutos.
O diagnóstico foi particularmente duro nas segundas bolas e na capacidade para competir sem posse.
«Teremos dias maus com bola», admitiu. Aquilo que o treinador não aceita é que uma exibição tecnicamente deficiente seja acompanhada por menor agressividade na disputa.
A exigência ajuda a perceber o modelo que Arbeloa procura instalar desde que chegou a Craven Cottage em julho, com contrato até 2029. O antigo treinador da formação e do Castilla do Real Madrid construiu grande parte da reputação técnica através de equipas agressivas na pressão e disponíveis para recuperar rapidamente a bola depois da perda.
O processo ainda não chegou à Premier League.
Entre as duas derrotas, o Fulham venceu o AFC Wimbledon por 3-0 na Taça da Liga, resultado que mostrou outra capacidade perante um adversário de escalão inferior. Arbeloa quer agora saber se aquela intensidade pode aparecer também quando o contexto oferece menos tempo e espaço.
O próximo teste será diante do Crystal Palace.
O treinador não escondeu a importância do encontro, mas também não procurou um problema tático sofisticado para explicar Sunderland.
Antes de sistemas, posicionamentos ou mercado, Arbeloa quer recuperar aquilo que considera o ponto de partida de qualquer equipa competitiva.
«Precisamos de lutar por cada bola do primeiro ao último minuto.»















