Jornada.pt
PesquisarEntrar

Jornadas

Navegação principal da época 2026/27.

Amorim mexeu bem, Milan marcou, deixou de jogar e perdeu a vitória nos descontos

Cissé colocou os rossoneri na frente aos 68 minutos depois de sair do banco, mas Gatti empatou já para lá dos 90. Treinador português recusou esconder a exibição atrás do resultado: «Não merecíamos ganhar.»

Ruben Amorim esteve a poucos minutos de somar a terceira vitória em três jogos pelo Milan, mas saiu de Turim mais preocupado com aquilo que a equipa não conseguiu fazer do que com o golo sofrido na compensação. O empate por 1-1 diante da Juventus confirmou a capacidade do treinador para mudar partidas a partir do banco, mas também expôs uma equipa que, depois de se colocar em vantagem, deixou progressivamente de jogar.

A Juventus foi superior durante grande parte da primeira metade.

O Milan teve dificuldades em ligar o meio-campo ao ataque e Gonçalo Ramos recebeu pouca bola em condições de ameaçar a baliza.

Do outro lado, Francisco Conceição foi o elemento mais perigoso.

O português encontrou repetidamente espaço para partir da direita para dentro e obrigou Maignan a duas intervenções antes do intervalo.

A segunda parte manteve inicialmente a tendência.

Conceição voltou a ameaçar e acertou no ferro aos 55 minutos.

Amorim decidiu então não esperar mais.

Lançou Loftus-Cheek, Chukwueze e Cissé.

A alteração mudou o jogo.

Chukwueze encontrou Cissé dentro da área e o jovem de 19 anos eliminou Locatelli antes de finalizar rasteiro para o 0-1 aos 68 minutos.

O Milan passou então pelo seu melhor período.

Conseguiu conservar a bola mais acima e reduziu durante alguns minutos a capacidade de reação da Juventus.

Foi precisamente essa capacidade que desapareceu depois.

Os rossoneri começaram a perder demasiadas bolas, recuaram e deram ao adversário a possibilidade de voltar a instalar-se perto da área.

A Juventus insistiu.

Koopmeiners cruzou já na compensação e Gatti apareceu para cabecear para o 1-1.

Amorim não procurou desculpas.

«Não merecíamos ganhar.»

O treinador considerou que a equipa falhou nas ações mais simples, perdeu qualidade de passe e deixou de utilizar a posse como instrumento de controlo.

Não pretende mudar a ideia.

Pretende executá-la melhor.

Para Amorim, defender com bola não significa apenas conservar posse.

Significa ter coragem para a recuperar e capacidade para impedir que uma vantagem transforme a equipa numa formação exclusivamente reativa.

O Milan esteve perto de ganhar o primeiro clássico do treinador português em Itália.

O resultado escapou no final.

A insatisfação de Amorim nasceu muito antes.