Rúben Amorim recusou garantir que Rafael Leão continuará a ser uma peça central do Milan depois do fecho do mercado. O treinador reconhece a qualidade do internacional português, mas coloca a atitude e a mentalidade no centro de uma situação que poderá ainda terminar com uma saída.
Leão não estará disponível frente ao Veneza. A ausência, esclareceu Amorim, deve-se neste momento à condição física: o avançado realizou apenas um treino e não está preparado para competir.
A questão do futuro vai, porém, além do problema físico. Amorim considera Leão um jogador com capacidade para representar qualquer equipa do mundo, mas acrescenta que esse nível exige a mentalidade correspondente. E admite que, em determinados momentos de uma carreira, a melhor solução pode passar por mudar de clube.
O treinador adiou uma explicação definitiva para depois do encerramento da janela de transferências. Até lá, prefere separar as decisões de mercado da preparação imediata da equipa.
O Milan continua também a gerir outros jogadores com futuro indefinido. Tomori, Fofana e Santiago Giménez estão entre os elementos cuja situação poderá mudar, com o avançado mexicano associado ao FC Porto.
Amorim lembra, contudo, que um jogador não integrar o projeto principal não significa obrigatoriamente uma transferência. O problema é também operacional: um plantel demasiado extenso reduz a qualidade do treino e dificulta a preparação dos jogos.
No caso de Leão, a mensagem foi mais individual. O talento não está em discussão. O que Amorim pretende perceber é se jogador e clube continuam a encontrar no mesmo projeto as condições para o transformar em rendimento.















