O Alverca recebe o Santa Clara este sábado ainda à procura da primeira vitória no campeonato e perante um adversário que iniciou a temporada no extremo oposto: os açorianos conquistaram sete dos primeiros nove pontos e ainda não perderam.
Sérgio Ferreira quer que a diferença de resultados não altere a ambição da equipa ribatejana. O treinador identifica falhas a corrigir no processo coletivo, mas recusa uma abordagem condicionada pelo momento do adversário.
O nome mais evidente do Santa Clara é Gonçalo Paciência. O avançado já marcou quatro golos na Liga e chega a Alverca como uma das figuras do início de campeonato.
Sérgio Ferreira conhece-o bem por já o ter treinado, mas não pretende construir o plano defensivo em torno de um único jogador. A leitura é que a força açoriana resulta do conjunto e exige uma resposta igualmente coletiva.
O treinador considera que a linha defensiva do Alverca não tem estado globalmente mal, apesar dos golos sofridos. O problema que pretende corrigir está sobretudo na forma como a equipa fica exposta em momentos de transição.
O contexto caseiro também pesa. Na temporada passada, sete vitórias em casa foram determinantes para garantir a permanência e Sérgio Ferreira quer recuperar essa relação entre rendimento, identidade e apoio das bancadas.
O plantel recebeu entretanto Zé Rafael, médio experiente e bicampeão da Libertadores pelo Palmeiras. O brasileiro ainda precisa de recuperar ritmo e adaptar-se ao modelo antes de poder oferecer aquilo que o treinador procura na sua experiência e compreensão do jogo.
Gabriel Carioca chegou com um horizonte diferente. O jovem avançado começará pela equipa B para ganhar maturidade e ritmo competitivo.
O Alverca entra na quarta jornada com um ponto. O Santa Clara tem sete. Para Sérgio Ferreira, a diferença não altera o objetivo imediato: começar a inverter a classificação com a primeira vitória.















