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Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

Altimira assume o lugar de Hjulmand sem se esconder: «Sei o que esperam de mim»

Espanhol chegou do Betis para uma das posições mais exigentes do onze leonino, começou a época em alta e aponta Rodri como referência. Sobre sonhar com a Bola de Ouro, não foge: «Por que não?»

Sergi Altimira chegou ao Sporting com uma missão que dificilmente passaria despercebida: ocupar no meio-campo o espaço deixado por Morten Hjulmand. O espanhol de 24 anos não tenta fugir ao peso dessa sucessão e assume conhecer exatamente a responsabilidade que encontrou em Alvalade.

«Todas as equipas têm jogadores importantes e depois chegam outros que os tentam substituir. Sei onde estou e o que esperam de mim», afirmou.

Hjulmand deixou o Sporting para representar o Atlético de Madrid depois de se tornar capitão, referência competitiva e uma das figuras da equipa. Altimira foi contratado ao Betis para ajudar a reconstruir precisamente essa zona.

O primeiro impacto tem sido positivo.

O médio participou integralmente nas primeiras jornadas do campeonato e já marcou pelo Sporting, frente ao Vitória de Guimarães, num início que lhe permitiu assumir rapidamente protagonismo numa equipa onde a comparação com o antecessor seria inevitável.

O percurso até Alvalade ajuda também a explicar a naturalidade com que encara o desafio.

Altimira não fez uma ascensão direta entre academias de elite e equipas de Champions. Passou pelos escalões inferiores do futebol espanhol, jogou na antiga Segunda División B e foi subindo gradualmente até chegar ao Betis.

«Tive de trabalhar no duro», recordou, explicando que a decisão de abandonar Sevilha nasceu precisamente do receio de interromper essa progressão.

No Sporting encontrou aquilo que procurava: responsabilidade, minutos e uma equipa onde pode assumir um papel central na construção do jogo.

A referência pessoal é Rodri.

Altimira destaca sobretudo aquilo que tantas vezes não aparece nas estatísticas do médio espanhol: inteligência tática, ocupação dos espaços e capacidade para realizar um trabalho essencial sem necessitar de ser permanentemente protagonista da ação.

«Muitas vezes passa despercebido, mas faz um trabalho incrível. Tem uma inteligência tática brutal», explicou.

A comparação diz também alguma coisa sobre a forma como Altimira interpreta a própria posição. O médio não se define apenas pela recuperação da bola ou pelo passe, mas pela capacidade de perceber quando acelerar, onde se colocar e como garantir equilíbrio à equipa.

É precisamente uma das exigências que herdou de Hjulmand.

Quando a conversa passou dos modelos para o limite da ambição, o espanhol não tentou parecer modesto.

Questionado sobre a possibilidade de um dia atingir o patamar máximo do reconhecimento individual, respondeu com humor, mas não recusou o sonho: «Bola de Ouro? Por que não? Assinava já.»

Não é uma candidatura. É uma declaração sobre a dimensão da ambição.

Altimira ainda está a começar em Alvalade e sabe que substituir um capitão não se consegue em duas jornadas. Mas a primeira resposta já foi dada: não chegou ao Sporting para viver à sombra de Hjulmand.

Chegou para construir o próprio lugar.