O Al Ittihad avançou para a contratação de Leandro Barreiro e colocou em cima da mesa uma proposta na ordem dos 12 milhões de euros, ainda distante do valor pelo qual o Benfica admite negociar o médio.
A SAD encarnada pretende aproximadamente 18 milhões, diferença que impede para já um entendimento mas não encerra um processo que o clube saudita quer resolver nos próximos dias.
O interesse não é novo. O Al Ittihad procura um jogador capaz de atuar nas posições seis e oito e Barreiro agrada particularmente a Jens Wissing, atual treinador da equipa de Jeddah e antigo adjunto de Roger Schmidt no Benfica.
O conhecimento entre as partes ajuda a explicar a escolha. Wissing conhece as características do internacional luxemburguês e considera-o adequado para a função que pretende reforçar.
A possibilidade de transferência surge apesar de Barreiro ter presença frequente nas opções de Marco Silva. O Benfica, porém, considera que uma proposta suficientemente próxima da avaliação feita pelo clube poderá justificar a saída.
A margem negocial é neste momento clara. O Al Ittihad partiu dos 12 milhões e os encarnados colocam a fasquia cerca de seis milhões acima.
O tempo poderá acelerar as conversações. O mercado saudita encerra a 3 de setembro e o reforço do meio-campo é tratado como uma prioridade em Jeddah.
O Benfica acompanha simultaneamente alternativas para a posição. Gustavo Puerta, médio colombiano do Racing Santander, está referenciado e uma eventual saída de Barreiro poderá abrir espaço para nova movimentação nos últimos dias da janela.
Puerta tem uma cláusula de rescisão de 16 milhões de euros e vê com interesse a possibilidade de jogar na Luz.
A operação fica assim dependente de duas negociações que podem acabar por cruzar-se: primeiro, perceber se o Al Ittihad se aproxima dos 18 milhões exigidos por Leandro Barreiro; depois, decidir se essa receita justifica voltar ao mercado para reorganizar um meio-campo que acaba de receber João Palhinha.















