A transferência de Rodrigo Mora para a Roma está encerrada. A discussão em redor dela, claramente, não.
Luís Miguel Henrique respondeu ao ataque de André Villas-Boas e elevou uma divergência sobre o processo negocial para um confronto pessoal com o presidente do FC Porto.
Villas-Boas tinha descrito o advogado como um “oportunista à procura de palco”, garantindo que a sua intervenção teve influência zero no acordo entre os clubes e criticando também as declarações dirigidas a Francesco Farioli.
Luís Miguel Henrique começa por conceder precisamente esse ponto: não reivindica qualquer influência no desfecho da negociação entre FC Porto e Roma. Diz que a sua única interação com alguém do clube serviu para procurar garantir que Villas-Boas não alteraria novamente a posição assumida durante o processo.
A partir daí, desaparece qualquer tentativa de conciliação.
O advogado considera que Villas-Boas tem “telhados de cristal” para falar em oportunismo e recupera a carreira do atual presidente enquanto treinador, atacando os despedimentos e indemnizações que se seguiram à saída de Portugal.
Também rejeita a ideia de ter procurado exposição através do processo Mora. Argumenta que já dispõe de espaço mediático próprio e que a sua independência resulta precisamente de não depender financeiramente do futebol nem de um cliente específico.
Há, ainda assim, uma separação deliberada entre o presidente e o FC Porto. Luís Miguel Henrique afirma não ter nada de negativo a apontar à pessoa do clube com quem reuniu e garante que nunca procurou iniciar uma guerra, embora também não pretenda fugir dela.
A frase mais provocatória fica para o final.
Depois de notar que Villas-Boas o colocou no mesmo editorial em que atacou Benfica, Sporting e arbitragem, o advogado conclui que o presidente portista está com “muito medo” daquilo que esta temporada lhe poderá trazer.
Rodrigo Mora, entretanto, já está em Roma.
O negócio terminou.
A disputa sobre quem fez o quê para que ele acontecesse acaba de ganhar uma segunda vida.















