Doze visitas ao novo Estádio da Luz para a Liga, 11 derrotas e um empate. A memória a que o Estoril se pode agarrar antes de voltar à casa do Benfica tem mais de 13 anos e uma ironia difícil de ignorar: o treinador canarinho dessa noite é hoje o homem sentado no banco encarnado.
Marco Silva orientava o Estoril quando, a 6 de maio de 2013, os visitantes empataram 1-1 na Luz.
A equipa chegara recentemente à primeira divisão, ocupava o quinto lugar e perseguia uma inédita qualificação europeia. Do outro lado estava um Benfica que se aproximava do título e entrava na antepenúltima jornada com quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto.
Jefferson mudou o ambiente.
Aos 58 minutos, o lateral bateu um livre desde uma zona lateral, colocou a bola em direção à baliza e viu-a atravessar a área até entrar. Maxi Pereira empatou dez minutos depois, mas o Benfica não conseguiu completar a recuperação.
A consequência ultrapassou largamente aquele ponto conquistado pelo Estoril.
O FC Porto venceu o Nacional nessa jornada, aproximou-se do Benfica e, na ronda seguinte, ganhou o confronto direto no Dragão por 2-1, tomando uma liderança que já não perderia.
Para o Estoril, o empate ajudou a consolidar uma temporada histórica e o quinto lugar que lhe abriu as portas da Europa. Para Jefferson, tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis de uma época que terminaria com a transferência para o Sporting.
Mais de uma década depois, os canarinhos voltam à Luz com um arranque muito menos confortável: um empate e duas derrotas nas três primeiras jornadas.
A história não joga.
Mas, num estádio onde quase tudo tem terminado em derrota, o único precedente feliz tem agora do outro lado precisamente o treinador que o construiu.















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