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Navegação principal da época 2026/27.

24 relvados trocados num ano e Liga aperta controlo aos campos com piores notas

Já foram substituídos 23 tapetes na Primeira e Segunda Liga e o Estrela da Amadora fará a próxima intervenção. Campos com média inferior a 6,5 passam a motivar vistoria preventiva.

A renovação dos relvados do futebol profissional português vai chegar a 24 substituições no espaço de um ano. Vinte e três campos da Primeira e Segunda Liga já receberam novos tapetes e o Estrela da Amadora prepara-se para realizar a próxima intervenção ainda durante esta temporada.

A sequência de obras reduziu a idade média dos relvados da Primeira Liga. Depois dos 6,6 anos registados em 2025/26, a média desceu para 5,5 na época atual. Na Segunda Liga situa-se nos 3,2 anos.

A renovação, porém, não eliminou diferenças significativas de qualidade. O Estádio da Luz, que terminou a última época com a classificação máxima de 10, mantém essa média nas primeiras três jornadas e tem agora a companhia de FC Porto, Alverca e Arouca. O Sporting surge com 8,25.

No extremo oposto está o relvado da Reboleira, casa do Estrela da Amadora, avaliado em 3,5 e já destinado a substituição. O campo de Rio Maior, criticado por Marco Silva depois do Casa Pia-Benfica, tem 7,5 apesar de ter apenas um ano. Na Segunda Liga, o relvado do Cidade de Coimbra apresenta a avaliação mais baixa, com 4,5.

A dimensão das intervenções torna-se mais evidente quando se comparam as duas últimas temporadas. Em 2025/26, metade das equipas da Primeira Liga mudou de relvado. Na época atual, um terço dos clubes dos dois campeonatos profissionais já procedeu à substituição.

A Liga prepara agora um acompanhamento mais apertado. Além das auditorias aos programas de recuperação, manutenção e utilização, qualquer estádio que termine um mês com média inferior a 6,5 deverá receber uma vistoria técnica preventiva e presencial. No final da temporada, os relvados abaixo de 7 serão novamente inspecionados em julho.

A melhoria média já é mensurável: entre 2024/25 e 2025/26, a classificação dos relvados da Primeira Liga subiu de 8,13 para 8,41. A quantidade de substituições mostra, contudo, que o problema deixou de ser tratado apenas quando um campo se degrada. A lógica passou a ser também preventiva.